NOVO ANO PASTORAL 2012-13

30-10-2012 20:40

 

UMA FÉ QUE CONVENÇA!

 

A 7 de outubro, um novo ano pastoral se abre! A comunidade católica, universal e local, é convidada a envidar esforços em torno da fé que professa, no Ano Santo da Fé, promulgado pelo Santo Padre, Bento XVI.

Não é apenas uma ideia. Não é só um critério a ter em conta. É um convite! E, como tal, ou aceitamos ou rejeitamos!

O ano da Fé é um desafio a redescobrir Aquele e aquilo que acreditamos e damos a nossa vida, ou nos esforçamos de verdade para que se torne possível e convidativo – o Evangelho!

Há já dois mil anos que a Igreja vem apontando para o ideal maior – Jesus, seu Mestre – de todas as formas e modos, mas parece que a Palavra de Deus já não nos toca. Às vezes, a partir do que vejo e sinto na vida dos cristãos, a fé professada em cada domingo na comunidade crente; que a proposta de Jesus, na Igreja; que o desafio do lava-pés, se ancoraram com o tempo, no baú das recordações “mais queridas”, mas que não pesam muito nas minhas decisões, na minha vida.

Estamos, (na maioria), muitos de nós, a contribuir ativa e insistentemente para que o Evangelho perca a sua vitalidade e atualidade. Estamos muito convencidos com o mundo e pouco vencidos pelo Evangelho, por Jesus!

Acreditamos em tudo o que vemos e vivemos: nas ciências, na medicina, nos critérios humanos, na tecnologia. Em contrapartida, duvidamos sempre - nisto ou naquilo- do Senhor Jesus.

A fé, vivida nestes moldes, é uma mera tradição trazida pelos pais e avós. Um cumprir o ritual para parecer bem e de acordo com…

O Papa, proclamando o Ano Santo da Fé, entende também isso na vida humana, em todos os seus setores e sentires. Convida, por isso, a Igreja santa de Jesus, espalhada por todo o mundo, a aceitar o desafio do radical e sempre novo; do diferente - porque pouco experimentado nos dias de hoje – ao Evangelho.

A fé que trespassa crenças pessoais, teorias ou sumas teológicas. A fé que inclui todos os corações – sofridos, dilacerados, magoados ou traídos. A fé que é uma possibilidade de eu me refazer, me recriar, me encontrar comigo, com Deus e com os outros. A fé, que é uma certeza e não uma teoria hipotética dos saberes humanos ou filosóficos. A fé, que me projeta para um universo harmonioso de tantos outros seres que habitam o mesmo espaço cósmico que eu!

Uma fé, acreditada com a vida; uma fé professada com os gestos e sentimentos; uma fé celebrada com a minha história, muitas vezes de lágrimas, tantas vezes de sorrisos.

Celebramos o nosso ano, enquanto católicos, enquanto batizados. Um ano, não para ver o que se faz ou o que se vai dizer ou escrever sobre o tema, mas para nos inquietar com o mesmo apelo de sempre: “Queres ser feliz?!”

Desejo que toda a comunidade, neste tempo santo de graça e mérito divino, se abra, sem medos, aos impulsos de Deus. Num tempo difícil e de algum desconforto a nível económico, politico e sobretudo social, é a esperança que deve predominar no coração cristão, e deste, para o resto da sociedade onde nos movemos e na qual estamos envolvidos também!

Desejo, enquanto pai espiritual desta Comunidade, que este ano de graça una corações; congregue esforços na promoção da inclusão, do perdão e do acolhimento; que mostre ao mundo que optamos pela melhor diferença, ante um padrão social quase todo homogéneo ou estandardizado: Jesus e a Sua causa.

Que Maria Santíssima, diante de Seu Filho, interceda por nós e nos confirme neste grande propósito!

 

 

Candelária do Pico, 02 de outubro do ano da graça de 2012.

 

 

Pe.André Resendes, Pároco

 

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